quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Zona de conforto, amor e trabalho, muito trabalho

Lembra-se de quando falamos de zona de conforto?  Vamos retomar este tema, mas não exatamente da mesma forma. A ideia é ilustrar com um exemplo o que isso quer dizer.



Em Curitiba, há mais de 20 anos, existe uma bike store, super especializada e focada no atendimento ao cliente, chamada Jamur Bikes.  Esta história, como muitas que conhecemos, começou por uma paixão. Paulo Jamur é uma amante do ciclismo, competiu nacional e internacionalmente por muitos anos. Mesmo depois de deixar as pistas, Jamur continuou mantendo o seu amor pelo esporte e decidiu continuar vivendo lado a lado com ele, por meio de uma loja especializada na venda de bicicletas e acessórios. Já no início da operação com a loja, Jamur notou que precisaria bem mais que amor pelo esporte para ter sucesso nesta nova empreitada. Por isso passou a se preparar mais por meio de cursos e ajuda com consultorias que pudessem ajudar nos desafios, que se apresentavam no caminho.
Além disso, era preciso entender o que este consumidor precisava, o que era valor para ele, quais eram os canais de venda mais adequados e que serviços agregados os mais solicitados. Foi assim, sempre acompanhando o que o consumidor esperava, que a Jamus Bikes foi se consolidando no mercado, ampliando seus produtos, ofertando serviços como passeios, assistência, marcas exclusivas e outros diferenciais.


Este é um dos exemplos que temos no mercado de como podemos transformar aquilo que tanto amamos em um negócio, no nosso negócio, mas não podemos esquecer jamais que – mesmo sendo algo que amamos muito – não há sucesso sem muito, muito trabalho ;)

Gostou da dica?

Até a próxima!

Produtividade

Você já pensou para pensar em como perdemos produtividade no dia a dia?

Hoje somos bombardeados por tanta informação e demandas vindas de diversas fontes, que muitas vezes fica difícil selecionar as nossas prioridades de produção. 

Imagina você em seu novo negócio, tendo que cuidar de tudo: financeiro, planejamento estratégico, vendas, marketing, recursos humanos...ufa...se você não se organizar irá parecer um malabarista, tentar cuidar de tantos pratos ao mesmo tempo.


Uma ideia que escutei em uma palestra e achei ótima para ajudar nestas situações é a utilização de um cronometro. Um cronometro? Sério? Sim. Isso mesmo. Vamos ao racional do caso: você está fazendo um planejamento de mídia para o lançamento de um novo produto. Está mergulhado em planilhas de orçamentos, desenhando o seu público, etc. De repente chega um email, seu Outlook avisa, você já sai correndo ler, é um email com dúvidas do seu contador sobre o acerto de um ex-colaborador. Você já para e responde. Logo se empolga e já responde mais três emails e assim por diante, até você perceber que o seu planejamento de mídia ficou para amanhã. E como o cronometro poderia salvar você neste caso?



Coloque a sua meta no cronometro. Você seleciona o prazo para aquela atividade e só se dedica a ela até o seu gongo tocar. Assim você consegue focar e finalizar a tarefa antes de partir para a próxima. Depois você seleciona a nova atividade, o novo prazo e continua.

Gostou da ideia?

Um dia super produtivo para você ;)

Até a próxima!

Canvas: como isso pode me ajudar??

Olá, queridos amigos que se aventuram no mundo do empreendedorismo.

Você já ouviu falar em Canvas? Canvas é um modelo que te ajuda a estruturar o seu negócio. Nele você pode avaliar as oportunidades de negócios, as necessidade do seu clientes, fazendo um cruzamento com a sua empresa pode oferecer!

É um modelo prático e intuitivo capaz de ajudar - e muito - na arte de empreender.

A gente fez um Canvas do Lucia Maria Crochet para inspirar você. Olha só como ficou:


Ficou interessado. Acesse o site do Sebrae e saiba como fazer o seu Canvas ;)

Até a próxima!!

Você conhece o seu consumidor?


Durante a Semana Acadêmica do Curso de Administração da Universidade Federal do Paraná, o diretor de marketing da RPC, Marcos Franco, apresentou aos acadêmicos uma breve versão do estudo sobre o consumidor curitibano. Os dados foram coletados entre os anos de 2014 e 2015 e buscaram compreender melhor os desejos, hábitos de consumo e estilo dos moradores da capital paranaense.
Durante quase uma hora, o palestrante apresentou aspectos do comportamento do consumidor e também de seus hábitos. Informações muito relevantes para que empresários e planejadores de áreas como a de marketing, por exemplo, possam tomar decisões mais acertadas. De forma dinâmica, a palestra apresentou uma personificação deste personagem: uma mulher com mais de 30 anos, que pratica yoga, que gosta de decorar e fazer coisas da casa sozinha, que tem ao menos um filho e é independente.

O que estas pesquisas nos ajudam? Estas pesquisas ajudam a determinar quais seriam os produtos e serviços que este consumidor estaria mais inclinado a consumir. O que pode ser fundamental para o sucesso do negócio, pois antes de trabalhar com qualquer ideia é muito importante saber se o produto ou serviço é desejado pelo consumidor ou, por mais inovador que o negócio seja, a empresa poderá não prosperar.

E você? Conhece quem é o seu consumidor???

Não se aventure pelo mundo do empreendedorismo sem saber ;)


Até a próxima.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Você tem medo de falar inglês


O título desta post deve ter chamado a atenção de muita gente, pois o medo de falar inglês - pior que isso o medo de falar muito mal inglês - está cada vez mais presente na vida das pessoas, pois a língua se torna cada vez mais essencial para qualquer negócio, idade, trabalho, carreira, etc.

Para algumas pessoas, este medo se torna ainda mais assustador pela falta de oportunidade - de tempo ou financeira - de morar no exterior por alguns meses ou até mais tempo que isso.
Pensando neste problema e necessidade dos consumidores, é que foi fundada a English Camp. Uma ideia inovadora para resolver este problema: imersão na língua inglesa com preços justos e por períodos de tempo que qualquer pessoa consegue encaixar nesta rotina.

O fundador da empresa afirma que a ideia é fazer com que as pessoas destravem o inglês que já estudam por muito tempo e isso realmente acontece quando você fica imerso na língua, chegando até a pensar em inglês. E tudo isso ainda pode ser aliado à atividades que promovam a convivência com outras pessoas, estimulando o aprendizado, a troca de experiências e - a consequente - melhora da língua inglesa.

Claro que esta ideia, que parece ser simples, demandou muito tempo de seus sócios, pois ela demanda um conjunto de serviços. Além dos próprios tutores da língua, o negócios demanda cuidados na organização do evento, escolha do local, planejamento das atividades, divulgação dos encontros, sem contar naqueles aspectos normais a todos os empresários: questões contábeis, trabalhistas, financeiras, etc. Logo aqui já se nota que apenas uma ideia não constrói uma empresa: é preciso mais. É preciso uma demanda real de mercado, um bom serviço e um empresário muito bem preparado para não ser mais um: "book on the table" ;)

Gostou da inspiração?
E qual o seu medo? Será que ele não é compartilhado por mais alguém por aí???

Até a próxima

Empreendendo dentro de três tendências

Agora que já nos aventuramos um pouco pelas principais tendências do mercado consumidor atual, podemos nos focar em algumas delas. A ideia é entender dentro daquela nossa conversa sobre zona de conforto do empreendedor o que pode fazer mais sentido dentro daquilo que o mercado espera de um serviço ou produto.

Pensando nisso, como poderíamos incluir nosso amigo crochê nesta jornada?

Uma bela ideia seria resgatar a magia dos tempos da vovó. “Magia dos tempos da vovó?”. É isso mesmo. Sabemos que muito adultos de hoje sentem muita falta dos seus tempos mágicos de crianças, quando era possível ser infinitamente mais livre que nos dias de hoje, mesmo com o aumento da sensação de liberdade dos dias atuais; voltar a um tempo onde a coisa mais gostosa do mundo era ganhar um abraço apertado da vovó, o que infelizmente o tempo não nos permite mais. E como resgatar esta memória tão querida? Muitos adultos de hoje poderiam falar sobre aquela blusa que usaram por muitos anos, em muitos invernos. Aquela blusa tricotada pela vovó que parecia aquele abraço apertado, do qual se sente tanta falta hoje. Opa!? Notou? Aqui temos uma bela oportunidade de negócio. Faça com a mesma dedicação, carinho e cuidado aquela blusa da vovó. Escolha um fio bem macio, uma cor bem aconchegante, tricote uma blusa linda, coloque-a em uma embalagem bem bonita e pronto!! Eis aqui uma bela oportunidade de ligar a sua arte de tricotar e fazer crochê com uma tendência que promete não cair tão cedo no esquecimento, pois é como o carinho da vovó, lembraremos para sempre.


Mas ainda ficou na dúvida se esta é a melhor oportunidade que você tem para utilizar o crochê nas tendências de mercado? Pois aqui vai uma outra ideia. O turismo está cada vez mais aquecido. Pessoas das mais diversas idades, classes e sonhos conseguem viajar mais e buscar novas opções de lazer em outras cidades, estados e até países. Ainda não percebeu onde estamos tentando chegar, correto? Pois a ideia é simples, sabe aquela comunidade linda que você conhece perto da sua casa, que desenvolve peças incríveis? E que tal criar um grupo de crochê na sua cidade. As suas amigas mais experientes no crochê podem montar aulas ao ar livre em praças e parques. Não se esqueça de contar com a presença de um café bem descolado e preferencialmente com uma ao música: você tem nas mãos um grupo de crochê itinerante, que pode rodar os parques da sua cidade e a cada encontro, além de um lugar novo, seus clientes aprenderão a crochetar uma peça nova. Comece por itens mais fáceis como sapatinhos infantis e cachecóis, depois vá avançando para técnicas mais complexas, como blusas e gorros trançados. Será um sucesso no próximo verão ;)

Se você ainda não se convenceu a colocar as agulhinhas de fora, aqui vai uma terceira ideia. Que tal aliar o crochê com a crescente busca pela qualidade de vida? Hummm, como isso poderia acontecer. Simples: muitos estudos apontam que, assim como a meditação, crochetar pode ajudar o cérebro a ficar mais forte. Isso porque durante a atividade do crochê a mente foca suas atividades em um ponto de concentração, ajudando a eliminar os estímulos externos e auxiliando na concentração, no desenvolvimento dos neurônios e na capacidade de concentração sobre um mesmo tema. Estas características ajudam o cérebro a aliviar o estresse do dia a dia, quando cada vez mais as pessoas são bombardeadas com tanta informação, que fica difícil até mesmo reter algo no meio disso tudo. Ampliar o foco sobre algo, nos faz ser mais capaz de tomar decisões de forma segura, ajuda no sono, nos estudos e até na produtividade.

Prepare o seu grupo ;) 

Gostou destas ideias??
Escolha a sua e mãos à obra!


Até a próxima!!!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Análise de tendências

No nosso último bate papo falamos um pouco sobre como escolher um caminho para abrir seu próprio negócio, correto? Hoje vamos avançar um pouco neste tema e falar sobre algumas tendências de mercado. Mas o que é uma tendência?



Entendeu agora? Uma tendência de mercado nos aponta qual o caminho natural de um determinado segmento ou até mesmo dos desejos da própria sociedade. Nosso autor querido Rogério Chér nos explica que a Globalização e sua evolução ao longo das últimas décadas fez com que a configuração dos negócios mais tradicionais se alterasse um pouco. No Brasil a mudança também veio. Conquistamos mais espaços no cenário mundial, atraindo mais turistas em diversas modalidades, principalmente na categoria de turismo de negócios.


Segundo o autor as principais tendências são:
- Serviços 24horas: o avanço tecnológico nos possibilitou mais tempo para trabalhar e também para o nosso lazer, as distrações vindas com a melhoria da tecnologia também nos mantém por mais tempo acordados. O autor até citou um extremo disso, quando a indústria farmacêutica dos Estados Unidos investiu mais de US$ 100 milhões para testar e aprovar um medicamento capaz de manter uma pessoa por até quatro dias acordada sem demonstrar sinais de fadiga. Pode parecer absurdo (e é!!), mas isso tudo só reforça esta tendência.

- Personalização e individualização: aqui vemos o "feito especialmente para você" caindo no gosto das pessoas. Este produto tem um valor agregado maior, confere status de exclusivo (no mínimo limitado) para quem compra. O mesmo vale para a comunicação personalizada, investir em um relacionamento mais pessoal com seu consumidor é super legal e válido, apenas tenha o cuidado de nunca ser invasivo e inoportuno ;)

- Encasulamento: o medo do terror e da violência está fazendo com que mais pessoas queiram ficar o maior tempo possível em suas casas, consumindo pela internet, pela TV.

- Fuga dos grandes centros urbanos: é cada vez mais normal encontrar uma grande quantidade de pessoas literalmente fugindo para o interior em busca de tranquilidade. Algumas pessoas simplesmente não podem se mudar para o interior do Brasil, mas que tal pensar em trazer para as grandes cidades o aroma do café passado do coador de pano, com aquele bolo quentinho e um passeio de cavalo em um fim de semana?



- Pular-fora: quantas vezes você leu esta semana as seguintes chamadas: casal larga emprego para dar volta ao mundo; trabalhe de onde quiser e faça sua rotina, deixou de ser médica em três hospitais para fazer brigadeiro gourmet etc etc etc. Este é o cair fora, o fugir da rotina, do aprisionamento do dia a dia. É o sabático, mudar radicalmente.

- Pequenas indulgências: as pessoas trabalham tanto que muitas vezes compram coisas como presentes a si mesmas, como o reconhecimento de seu esforço diário.

- Patrulhamento e a vigilância dos cidadãos e consumidores: hoje vivemos a onda do neuromarketing, a onda da observação contínua e severa sobre os hábitos de consumo dos nossos clientes e futuros clientes. Entender como interagem, como se comportam no momento de compra tem conquistado cada vez mais a literatura e a forma de produzir produtos e oferecer serviços. Já pensou nisso? Conhecer com tamanho detalhamento e cientificidade o consumidor a um ponto de ser quase 100% assertivo com o seu produto e comunicação? E já pensou o outro lado? Que há milhares pessoas justamente fugindo desta corrente, deste patrulhamento. O que você e sua empresa têm para oferecer para estas pessoas?

Se você chegou até aqui, venha mais uns minutos comigo, por favor, para finalizarmos este texto. Você ama fazer crochê e gostaria muito que a sua ideia se tonasse um negócio, correto? Conseguiu pensar em como esta arte tão linda e antiga poderia se encaixar nestas tendências do mercado?

Se você pensar em serviço 24horas, por exemplo, hoje em dia é muito comum montar um blog e colocar tutoriais de Faça Você Mesmo. Que tal ensinar seus seguidores a fazer belas peças de crochê? Seus clientes podem acessar a hora que quiserem, de onde quiserem e você pode cobrar pequenas mensalidades ou fazer tudo gratuitamente, caso resolva ganhar algum dinheiro com a parceria de patrocinadores, por exemplo. Uma outra forma são algumas plataformas que permitem que você troque o seu tempo por outras atividades, você disponibiliza uma aula de crochê, ganha créditos para fazer uma aula de ioga, talvez. Uma destas plataformas é a Bliive.     

Fonte: casadeana.com.br

Não temos nem o que dizer sobre a tendência de personalização. Os trabalhos manuais chegam com tudo neste quesito. Une-se a este conceito a ideia do slowfashion que trata justamente desta preparação peça a peça em um momento que as pessoas preferem investir um pouco mais em uma roupa atemporal e que durem por muitas temporadas, sem aderirem aos modismos de cada estação. Prepare suas agulhas e criatividade para desenvolver peças únicas e personalizadas. Suas clientes ficarão muito felizes em poder contar com você para terem uma peça única. Pense nisso ;)

As opção são bem variadas e você já notou que trabalhar com o crochê, além de lindo e gostoso, pode atender diversas necessidades do mercado atual e do futuro ;)

Escolha a sua tendência e sucesso ;)

Beijos e até a próxima


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Conheça o potencial da sua zona de conforto

Rogério Cher, autor do livro Empreendedorismo na Veia, nos conta em sua obra que muitas pessoas possuem a vontade de empreender, mas – na maioria das vezes – não sabe por onde começar e nem o que irão empreender. Segundo o autor esta situação é muito mais comum do que se possa imaginar. Então, se você também está passando por este dilema fique tranquilo, pois os próximos parágrafos trarão uma luz sobre alguns dos caminhos que você pode utilizar para chegar a decisão mais correta no seu caso ;)


Uma boa maneira para começar a entender um pouco mais por onde começar pode ser a busca por tendências de mercado e do comportamento do consumidor. Entender o que as pessoas irão consumir mais nos próximos anos pode ser uma boa forma de pensar em um produto ou serviço que atenda estas necessidades. Entretanto, é preciso perceber se este caminho é aquele que mais combina com você e suas habilidades. Além disso, é preciso cuidar com algumas armadilhas, como os modismos, por exemplo, para que você não escolha um caminho que poderá afundar a sua empresa em um curto período de tempo.

 
Outro bom caminho para farejar ótimas oportunidades por aí é estar sempre atento a tudo o que acontece ao seu redor, mesmo nos momentos de lazer. Em uma viagem, por exemplo, você pode perceber que os consumidores reclamam muito sobre a forma como a água de coco é servida ou perceber o quanto eles elogiam o atendimento diferenciado de uma empresa que aluga as cadeiras na praia. Estas informações podem dar a você ótimas ideias de oportunidades de negócios, portanto, fique sempre alerta ;) Além de tudo isso, ainda é bem importante que você preste atenção em você, como você reage diante destas e demais situações. A forma como agimos pode dizer muito sobre os melhores caminhos que podemos escolher para encontrar o nosso negócio. Gostamos do atendimento recebido? O serviço foi de acordo? O que faltou? O que foi excelente?

Outra hipótese bastante válida para quem deseja entender um pouco mais como definir o rumo do seu negócio próprio é entendendo e estudando mais a fundo a sua própria zona de conforto. Ok, ok, você pode estar se perguntando: mas o que é esta zona de conforto? Leio muito por aí que empreender é justamente sair desta zona de conforto...

Rogério Cher é quem nos explica em seu livro que a experiência anterior do futuro empreendedor pode ajudar e muito na escolha de um bom mercado de atuação. Para isso ele precisa olhar para a sua função na empresa que atua e ir mergulhando mais: buscando mais informações sobre o negócio da empresa, sobre a empresa, cadeia de fornecedores, necessidades dos consumidores e outras visões. O autor explica que é preciso fazer este olhar de forma bastante crítica: como eu poderia oferecer mais ou com um valor agregado maior? Como é possível inovar neste segmento? Que gap’s (veja figura abaixo) esta cadeia toda tem – tanto na oferta como na demanda? Será que ainda há espaço para atuar entre o suficiente e o perfeito? Entenda como necessidades não atendidas pelo mercado podem se tornar ÓTIMAS oportunidades de negócios


Tendo mapeado tudo isso, você pode entender se atender um destes gap’s, por exemplo. Lembre-se sempre da importância de estudar bem cada etapa, elaborar um plano de negócio, no qual você possa avaliar a viabilidade da sua empreitada e a viabilidade em todos os seus lados: financeira, logística, fornecedores, comunicação, etc, etc...


Ficou um pouco vago? Vamos pensar assim: você é um redator de redes sociais, escreve textos para que os clientes da agência onde você trabalha publiquem em suas páginas no Facebook, no Instagram, etc. Com o dia a dia do seu trabalho você nota que sempre que precisa fazer um texto sobre os eventos da empresa, as fotos estão ruins, muito escuras e com poucas chances de se tornarem um bom post com o alcance necessário para o sucesso do tema. Opa! Você acabou de identificar um gap na sua zona de conforto. Os clientes da sua agência precisam de um bom fotógrafo de eventos para que possam valorizar as fotos nas redes sociais, afinal uma imagem fala mais que mil palavras, não é isso? Ao olhar para o mercado você nota que os bons fotógrafos de eventos são poucos e estão sempre com a agenda muito lotada. Que tal conversar com os seus colegas fotógrafos sobre isso? Vocês poderiam formar uma parceria. Que tal???

Tudo isso também vale para o seu crochê! Afinal você já tem tanta afinidade com o seu trabalho manual, sabe fazer as peças, sabe onde encontrar os melhores fornecedores de fios, quem são os professores mais bacanas, os eventos interessantes da área. E o que falta? Será que atuar com trabalhos manuais é apenas produzir peças diferenciadas? Será que não existe um canal de venda ainda não explorado? Será que não temos como pensar transformar nosso negócio em empreendedorismo social compartilhando nossas habilidades com outras pessoas? Enfim...aqui vou deixar este desafio para você e seus conhecimentos. Pense na sua atual relação com o crochê e como você poderia se inserir neste mercado de uma forma diferenciada e agregadora e...muito trabalho e sucesso para você \o/

Este é um simples exemplo, mas pense em grandes empresas e que outras grandes oportunidades existem bem perto de nós ;)

Para ajudar você em suas pesquisas, deixo aqui o link do Sebrae. Procure no site informações sobre as áreas de negócio que mais interessam você.

E como inspiração, não deixe de ver este vídeo feito pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios sobre três mercados que crescem mesmo (e talvez por conta) da crise ;)

domingo, 21 de agosto de 2016

Seja o seu: Biógrafo de si mesmo

Todo domingo você pensa: “amanhã vou começar uma peça nova para fazer umas fotos, colocar na internet e começar a vender. Vou começar por um biquíni já que o Verão está chegando e vou ter tempo de fazer as encomendas. Fora isso, os biquínis são relativamente fáceis de fazer então são ótimas peças para começar minha marca. Eu poderia fazer alguns modelos mais elaboradas, que teriam um preço diferenciado.....”. Aí chega a segunda, bate aquela preguiça, você já matou a academia, porque deu aquela esfriada, então como você já faltou a academia, pediu uma pizza e se lembrou de que hoje a noite vai ter um filminho bom na TV – você já viu três vezes, por isso sabe que tem uma parte engraçadíssima. E a segunda-feira passou. E sua semana passou. E o seu projeto vai a cada segunda se transformando em um projeto do futuro, do amanhã. 

Por que é tão difícil? Nunca vou vender minhas peças! Nunca vou manter o meu blog atualizado! Por que deixamos que o nosso futuro seja um reflexo triste do nosso marasmo? Por que tantas vezes somos incapazes de sair da roda viva da vida que parece mais pálida e cansada que nunca?  

Nestas buscas para entender como começar neste desafio do empreendedorismo, há varias possibilidades e caminhos para seguir. Como eu e minha turma contamos com uma ajuda, vou compartilhar aqui um pouco deste caminho e partimos de algumas ideias de autoconhecimento e autoconsciência, entendendo estes dois pontos como partida desta nossa jornada.

Para entender um pouco melhor este conceito, vamos ao capítulo Biógrafo de Si Mesmo do livro Empreendedorismo na Veia. Como o nome mesmo sugere ser o biógrafo de si mesmo é ter a oportunidade de contar a sua própria história. Criar um futuro com a consciência de que a vida que esperamos ter em alguns anos é a construção feita hoje. Para nos levar a esta reflexão o autor traz algumas referências, a primeira delas trata da montagem de quebra-cabeças. É uma atividade que precisa ter um ponto de partida e normalmente temos uma maneira de fazer isso, mas por que não inovar? Começar de uma outra forma, nos estimula a encontrar um outro caminho. Quem começa pelas bordas, pode começar agora por uma cor ou formato. Algumas vezes este desafio de iniciar uma atividade de outra maneira nos é imposta por alguma dificuldade não prevista, neste caso não tem jeito, a inovação e a superação de si mesmo acontece de qualquer forma ou a alternativa é desistir. 

Outras referências neste capítulo nos fazem ter consciência de que é preciso ser o protagonista de sua vida para que ela não seja escrita por outra pessoa ou até mesmo para que o saldo final seja diferente daquele sonhado. Para ilustrar esta ideia, o autor conta a história de Nobel (sim aquele do prêmio), que teve sua epígrafe publicada por engano antes de sua morte e o que ele leu o deixou profundamente decepcionado consigo mesmo. Era o que ele esperava que ficasse de legado de sua vida? Percebeu que não e tratou de se reinventar, utilizar seus estudos e pesquisas orientados de uma outra forma para que – em sua real morte – sua epígrafe fosse melhor e mais próxima daquilo que sonhou para si.


A verdade é que raramente teremos a chance que Nobel teve: ver o seu legado pós-morte, não gostar e ter a oportunidade de se reinventar. O que fazer então? O ideal é  promover uma autocriação capaz de nos transformar naquilo que nos dê realização e nos leve a um futuro de plenitude diante de nossas escolhas. 

O Professor Cleverson citou em sala de aula um livro de Drauzio Varella, Por um Fio, que trata de pessoas que superaram o câncer e decidiram mudar suas vidas de forma radical. O que precisamos entender é que temos hoje tantas informações, caminhos e acessos que não podemos e não precisamos esperar que se tenha uma catarse para promover uma transformação que nos leve à realização e à felicidade genuínas. O capítulo Biógrafo de Si Mesmo ainda aponta a história de um super profissional que deixou seu seguro emprego para trabalhar com turismo e criou uma marca – hoje licenciada para diversos produtos e serviços – No Stress. A marca acabou se tornando a legenda da atual vida de Carlos Eduardo Guedes.






Ok, ok, ok. Recado entendido: não precisamos esperar o leite derramar, chorar, limpar e seguir a vida, correto?  Mas, como devo fazer isso? A resposta é simples. Já a ação depende de um pouco mais de esforço, mas vamos lá.  Continue acompanhando o blog, nossos próximos textos serão sobre aprender e mapear nossa zona de conforto.  

Até lá, você já pensou qual será a legenda da sua vida? 

Beijos e até loguinho!!! ;)

Como fazer seu negócio com o crochê fazer o bem para os outros

Olá, meninas,

Uma marca de crochê - para que possa atender muitos clientes - precisa contar com uma boa mão de obra e muitas vezes em escala. Qualificar profissionais é um dos principais desafios deste nosso negócio e olha que linda a ideia da estilista da Doisélles, Raquell Guimarães: ensinou crochê e tricô para homens presos.

Vem conhecer mais esta história nesta matéria do jornal O Globo:



Em Minas, detentos de presídio de segurança máxima fazem tricô e crochê para grife famosa

O projeto da empresária Raquell Guimarães, da Doisélles, beneficia presos da penitenciária Professor Ariosvaldo de Campos Pires

POR 

RIO — A dificuldade de encontrar mão de obra para confeccionar roupas de crochê e tricô fez com que a estilista e empresária mineira Raquell Guimarães, de 32 anos, fundadora da grife Doisélles, encontrasse em um presídio de segurança máxima de Juiz de Fora, em Minas Gerais, a solução para o problema de demanda da marca. Por meio do projeto Flor de Lótus, iniciado em 2009, ela deu a oportunidade para os detentos homens aprenderem uma profissão e, ao mesmo tempo, a possibilidade de ressocialização.

A iniciativa funciona no pavilhão 1 da Penitenciária Professor Ariosvaldo de Campos Pires. No local, ficam condenados por crimes que vão desde assalto a mão armada a assassinatos. Deu tão certo que mereceu um ensaio do fotógrafo Paulo Whitaker, da agência Reuters, e reportagens nos sites dos jornais britânicos The Guardian e Daily Mail no último dia 4. Pelo menos cem presos já participaram do projeto de Raquell Guimarães.

— O jovem empreendedor que não fizer um trabalho voltado para a sustentabilidade não sobrevive. O mundo mudou. Mas o meu trabalho é destinado à sustentabilidade de recursos humanos e não energéticos. É uma nova oportunidade para esses presos saírem da prisão com um trabalho e com uma vida honesta para não voltar ao crime — afirmou Raquell em entrevista ao GLOBO.



Para cada três dias de trabalho com a técnica de entrelaçar fios de lã, os detentos reduzem em um dia a pena. Além disso, eles recebem salário de acordo com a produção. Alguns deles chegam a receber até R$ 2 mil e têm também a oportunidade de uma vaga de emprego na fábrica da empresária, com sede em Juiz de Fora e com showrooms em São Paulo, Nova York, San Francisco e Tóquio.

— O projeto não é o perdão da pena. Estou dando a chance para eles não cometerem crimes novamente. Se não olharmos para os presos de nosso país, não adianta nada levarmos todos para os presídios. O importante é a ressocialização — ressaltou Raquell.
Atualmente, a fábrica da Doisélles na cidade mineira conta com 40 funcionários. O objetivo da empresária e estilista é, no futuro, levar o projeto Flor de Lótus para outras penitenciárias.


— O programa oferece aos presos habilidades e a confiança que eles podem usar quando retornarem para a vida do lado de fora da prisão. Isso levanta a autoestima, abre a porta do mercado de trabalho — disse Célio Tavares, um ex-detento preso por assalto à mão armada que participou do projeto em depoimento ao jornal Daily Mail.

No site da grife, Raquell resume seu carinho pelos detentos:

— Eles foram tomando gosto pelo tricô, até mesmo por moda de uma maneira geral. Meus meninos, que, quando eu cheguei l, mal sabiam diferenciar blusa de camisa, hoje sabem até quem é John Galliano (famoso estilista britânico). Eles amam, vibram, se amarram em moda!

Beijos e até breve!!!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Convite

Queridas colegas do crochê e amigas de plantão,

Hoje eu gostaria de convidar você para embarcar em uma jornada um pouco diferente comigo.
Há três semanas as minhas aulas da faculdade voltaram e uma das poucas matérias que estou cursando neste semestre é “Empreendedorismo e Criação de Novos Negócios”, do Prof. Cleverson Renan da Cunha.  A proposta da matéria não é simplesmente ensinar o que é empreender, mas fazer com que cada estudante seja capaz de desenvolver as suas próprias habilidades para empreender e empreender em seu sentido mais amplo: empreender um negócio, uma história, uma vida, uma carreira ou – o que pode parecer fácil, mas não é bem assim – empreender a si mesmo.

Minha ideia, então, é convidar você a vir conosco. Para começar, gostaria de fazer uma pequena – e até tola – provocação. Você já ouviu falar do livro ou do filme “Comer, Rezar e Amar”, certo? Caso não, o seu enredo é basicamente assim: uma mulher sai do conforto – e do marasmo de sua vida – em busca de paz e conhecimento espiritual, passando pela Itália, onde comeu, pela Índia, onde rezou e por Bali, onde amou. Ainda na Itália, ela está em uma mesa farta com alguns novos amigos, comendo e celebrando a vida, quando cada um escolhe uma palavra para definir a si mesmo. Liz, a nossa protagonista, ainda não tem a palavra dela – coisa que só encontrará depois dos demais passos de sua jornada. Ao ver a cena, é bem difícil você não pensar em qual seria a sua palavra, eu pensei em várias e nenhuma parecia me definir muito bem. Até que um dia, uma dor nas costas me levou a um acupunturista, que me disse: hummm muita inquietação nesta mente....inquietação?? Inquietação??? Sim, bem assim que eu encontrei a minha palavra: inquietação. É isso que me moveu até aqui. Esta palavra SOU eu.

Fonte: http://obviousmag.org/


E você? Qual palavra poderia significar você? Já pensou sobre isso?

 Sobre a palavra da nossa cara personagem Liz...bem..confira o filme. É um clássico da doce, doce água com açúcar, mas tem paisagens incríveis e alguns momentos inspiradores ;)

Ah, voltando um pouco, e como isso pode se relacionar ao crochê? TUDO. Saber o que move você pode ser a chave fundamental para reestabelecer as nossas conexões com o mundo, com as nossas raízes, com o nosso futuro, com as nossas habilidades, aprendizados e até com o nosso merecido – e nesta sociedade insana até proibido - ócio! \o/

Termino aqui meu breve convite e começo agora esta minha jornada! Vem comigo?

Beijos

terça-feira, 10 de maio de 2016

O crochê no meu casamento

O casamento é certamente um dos momentos mais importantes da vida de um casal, especialmente da mulher, pois – seja da tribo que ela for – é um dia sempre muito aguardado e muito bem planejado.
Eu cresci vendo a minha mãe a minha saudosa vó (de quem carrego o nome Lucia, sim sou Aline Lucia) fazendo crochê. A primeira peça que fiz foi - ali pelos 14 anos -  uma saia azul. Sempre contei com o super apoio de minha mãe para o modelo, interpretação dos gráficos, amostras, costuras e arremates.

Eu sempre quis me casar com um vestido de crochê, preferencialmente feito por mim. Então, depois que fui pedida em casamento, comecei a fazer mil pesquisas de modelos, fios. Confesso que sou um pouco chatinha e indecisa para chegar ao modelo final – até mesmo porque há tanta coisa bonita por aí de referência que fica bem complicado escolher o mais bonito. Como meu casamento seria na praia, precisava de um modelo simples, leve, com um ponto aberto e eu queria muito um decote bonito nas costas.

Fechado o modelo, fui em busca do fio. Eu queria um fio com um brilho natural, com maciez e um caimento bem bonito. Depois de muitas pesquisas encontrei a Casulo Feliz, uma empresa de Maringá – PR, que produz fios de sede sob medida. Você escolhe o fio e o quanto quer. O fio chegou na minha casa e logo comecei a fazer as amostras de vários pontos. 
Modelo escolhido, fio comprado, ponto definido foi hora de mãos à obra. Com uma certa insegurança o vestido foi tomando forma, até ficar assim:




Para finalizar eu comecei a fazer um cinto bordado com pérolas e umas miçangas pratas, no fim das contas não gostei do resultado, porque acabou ficando muito pesado no vestido, além de ter tirado uma boa parte da minha cintura. Então rodei Curitiba (faltavam alguns dias apenas para a viagem) em busca de uma alternativa já pronta. Fiquei encantada com uma fita de organza com detalhes em miçangas e pérolas. A fita era vendida por metro, depois foi só arrematar e colocar um ganchinho.

Eu queria ter feito muitas outras coisas de crochê para o casamento, mas o meu dia a dia muito corrido não permitiu (além do trabalho e academia ainda tenho aulas na faculdade a noite). Então, o que consegui foi fazer um casal de passarinhos para serem o topo do bolo (só reparei nas fotos depois que o noivo ficou mais baixo, porque o passarinho desceu no pé, massss okok) e minha mãe fez porta-copos na cor areia.  Eu até comecei a confeccionar corações nas cores roxo e amarelo (as cores da decoração), mas não consegui fazer um mínimo necessário para a minha ideia, que era marcar a cadeira dos noivos.





O casamento também foi uma correria, acabamos optando em fazer uma celebração fora do Brasil de última hora. Entre família e amigos, contamos com 36 convidados.  O destino foi a Colômbia, mais especificamente uma ilha chamada San Andrés, no mar do Caribe, no hotel MS Hotel Village San Luis Premium. O lugar era realmente um paraíso que tornaria o nosso casamento mágico.

San Andrés - foto da prima Mari

MS Hotel Village San Luis Premium - Praia de San Luis


Para as lembrancinhas, comprei leques de madeira, mini-terços com latinhas personalizadas (e benzidos na novena da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro), além de um cartão, feito pelo meu amigo Guilherme Oliveira (fofo) e uma toalhinha bordada com as nossas iniciais, presente da minha sogra e da minha cunhada (lindas <3).



Um detalhe que fiz questão: para que a minha vó querida estivesse lá conosco (sei que estarei, mas gosto dos simbolismos), levei comigo, no buquê um terço que trouxe de Paris para ela em 2006. Quando minha vó faleceu, minha mãe me deu o terço para que eu guardasse de recordação. E ele foi comigo para San Andrés.


Antes de sair do Brasil, fizemos o nosso casamento civil, que contou com mais crochê. Um vestido lindo na altura do joelho, feito pela minha mãe amada. Para o forro peguei um vestido prata que eu já tinha, minha mãe fez apenas algumas adaptações. O fio é o mesmo, pois comprei muuuuuito fio de seda. 


Então foi isso pessoal, esta foi um breve relato sobre o crochê no meu casamento.

Espero que gostem!
Já conto os dias para as bodas ;)

Beijos

Aline