O casamento é certamente um dos
momentos mais importantes da vida de um casal, especialmente da mulher, pois –
seja da tribo que ela for – é um dia sempre muito aguardado e muito bem
planejado.
Eu cresci vendo a minha mãe a
minha saudosa vó (de quem carrego o nome Lucia, sim sou Aline Lucia) fazendo
crochê. A primeira peça que fiz foi - ali pelos 14 anos - uma saia
azul. Sempre contei com o super apoio de minha mãe para o modelo, interpretação
dos gráficos, amostras, costuras e arremates.
Eu sempre quis me casar com um
vestido de crochê, preferencialmente feito por mim. Então, depois que fui
pedida em casamento, comecei a fazer mil pesquisas de modelos, fios. Confesso
que sou um pouco chatinha e indecisa para chegar ao modelo final – até mesmo
porque há tanta coisa bonita por aí de referência que fica bem complicado
escolher o mais bonito. Como meu casamento seria na praia, precisava de um modelo simples, leve, com um
ponto aberto e eu queria muito um decote bonito nas costas.
Fechado o modelo, fui em busca do
fio. Eu queria um fio com um brilho natural, com maciez e um caimento bem
bonito. Depois de muitas pesquisas encontrei a Casulo Feliz, uma empresa de
Maringá – PR, que produz fios de sede sob medida. Você escolhe o fio e o quanto
quer. O fio chegou na minha casa e logo comecei a fazer as amostras de vários pontos.
Modelo escolhido, fio comprado,
ponto definido foi hora de mãos à obra. Com uma certa insegurança o vestido foi
tomando forma, até ficar assim:
Para finalizar eu comecei a fazer
um cinto bordado com pérolas e umas miçangas pratas, no fim das contas não
gostei do resultado, porque acabou ficando muito pesado no vestido, além de ter
tirado uma boa parte da minha cintura. Então rodei Curitiba (faltavam alguns
dias apenas para a viagem) em busca de uma alternativa já pronta. Fiquei
encantada com uma fita de organza com detalhes em miçangas e pérolas. A fita era
vendida por metro, depois foi só arrematar e colocar um ganchinho.
Eu queria ter feito muitas outras
coisas de crochê para o casamento, mas o meu dia a dia muito corrido não
permitiu (além do trabalho e academia ainda tenho aulas na faculdade a noite).
Então, o que consegui foi fazer um casal de passarinhos para serem o topo do
bolo (só reparei nas fotos depois que o noivo ficou mais baixo, porque o passarinho desceu no pé, massss okok) e minha mãe fez porta-copos na cor areia. Eu até comecei a confeccionar corações nas
cores roxo e amarelo (as cores da decoração), mas não consegui fazer um mínimo necessário
para a minha ideia, que era marcar a cadeira dos noivos.
O casamento também foi uma
correria, acabamos optando em fazer uma celebração fora do Brasil de última
hora. Entre família e amigos, contamos com 36 convidados. O destino foi a Colômbia, mais
especificamente uma ilha chamada San Andrés, no mar do Caribe, no hotel MS
Hotel Village San Luis Premium. O lugar era realmente um paraíso que tornaria o
nosso casamento mágico.
San Andrés - foto da prima Mari
MS Hotel Village San Luis Premium - Praia de San Luis
Para as lembrancinhas, comprei
leques de madeira, mini-terços com latinhas personalizadas (e benzidos na
novena da Nossa Senhora do Perpétuo Socorro), além de um cartão, feito pelo meu
amigo Guilherme Oliveira (fofo) e uma toalhinha bordada com as nossas iniciais,
presente da minha sogra e da minha cunhada (lindas <3).
Antes de sair do Brasil, fizemos
o nosso casamento civil, que contou com mais crochê. Um vestido lindo na altura
do joelho, feito pela minha mãe amada. Para o forro peguei um vestido prata que
eu já tinha, minha mãe fez apenas algumas adaptações. O fio é o mesmo, pois comprei muuuuuito fio de seda.
Então foi isso pessoal, esta foi um breve relato sobre o crochê no meu casamento.
Espero que gostem!
Já conto os dias para as bodas ;)
Beijos
Aline
Espero que gostem!
Já conto os dias para as bodas ;)
Beijos
Aline







Olá, você poderia me ajudar com a receita dos passarinhos?
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