Todo domingo você pensa: “amanhã vou começar uma peça nova
para fazer umas fotos, colocar na internet e começar a vender. Vou começar por
um biquíni já que o Verão está chegando e vou ter tempo de fazer as encomendas.
Fora isso, os biquínis são relativamente fáceis de fazer então são ótimas
peças para começar minha marca. Eu poderia fazer alguns modelos mais elaboradas, que teriam um preço
diferenciado.....”. Aí chega a segunda, bate aquela preguiça, você já matou a
academia, porque deu aquela esfriada, então como você já faltou a academia,
pediu uma pizza e se lembrou de que hoje a noite vai ter um filminho bom na TV – você
já viu três vezes, por isso sabe que tem uma parte engraçadíssima. E a
segunda-feira passou. E sua semana passou. E o seu projeto vai a cada segunda se transformando em um projeto do futuro, do amanhã.
Por que é tão difícil? Nunca vou vender minhas peças! Nunca
vou manter o meu blog atualizado! Por que deixamos que o nosso futuro seja um
reflexo triste do nosso marasmo? Por que tantas vezes somos incapazes de sair
da roda viva da vida que parece mais pálida e cansada que nunca?
Nestas buscas para entender como começar neste desafio do
empreendedorismo, há varias possibilidades e caminhos para seguir. Como eu e
minha turma contamos com uma ajuda, vou compartilhar aqui um pouco deste caminho e partimos de algumas ideias de autoconhecimento
e autoconsciência, entendendo estes dois pontos como partida desta nossa
jornada.
Para entender um pouco melhor este conceito, vamos ao
capítulo Biógrafo de Si Mesmo do livro Empreendedorismo na Veia. Como o nome
mesmo sugere ser o biógrafo de si mesmo é ter a oportunidade de contar a sua
própria história. Criar um futuro com a consciência de que a vida que esperamos ter em alguns anos é a construção feita hoje. Para nos levar a esta reflexão o
autor traz algumas referências, a primeira delas trata da montagem de
quebra-cabeças. É uma atividade que precisa ter um ponto de partida e normalmente
temos uma maneira de fazer isso, mas por que não inovar? Começar de uma outra
forma, nos estimula a encontrar um outro caminho. Quem começa pelas bordas,
pode começar agora por uma cor ou formato. Algumas vezes este desafio de
iniciar uma atividade de outra maneira nos é imposta por alguma dificuldade não
prevista, neste caso não tem jeito, a inovação e a superação de si mesmo
acontece de qualquer forma ou a alternativa é desistir.
Outras referências neste capítulo nos fazem ter consciência de que é preciso
ser o protagonista de sua vida para que ela não seja escrita por outra pessoa
ou até mesmo para que o saldo final seja diferente daquele sonhado. Para ilustrar esta ideia, o autor conta a história de Nobel (sim aquele do prêmio), que teve sua epígrafe publicada por
engano antes de sua morte e o que ele leu o deixou profundamente decepcionado
consigo mesmo. Era o que ele esperava que ficasse de legado de sua vida? Percebeu
que não e tratou de se reinventar, utilizar seus estudos e pesquisas orientados
de uma outra forma para que – em sua real morte – sua epígrafe fosse melhor e mais próxima daquilo que sonhou para si.
A verdade é que raramente teremos a chance que Nobel teve:
ver o seu legado pós-morte, não gostar e ter a oportunidade de se reinventar. O
que fazer então? O ideal é promover uma
autocriação capaz de nos transformar naquilo que nos dê realização e nos leve a
um futuro de plenitude diante de nossas escolhas.
O Professor Cleverson citou em sala de aula um livro de Drauzio Varella, Por um
Fio, que trata de pessoas que superaram o câncer e decidiram mudar suas vidas
de forma radical. O que precisamos entender é que temos hoje tantas
informações, caminhos e acessos que não podemos e não precisamos esperar que se
tenha uma catarse para promover uma transformação que nos leve à realização e à felicidade genuínas. O capítulo Biógrafo de Si Mesmo ainda aponta a história de
um super profissional que deixou seu seguro emprego para trabalhar com turismo e
criou uma marca – hoje licenciada para diversos produtos e serviços – No Stress.
A marca acabou se tornando a legenda da atual vida de Carlos Eduardo Guedes.
Ok, ok, ok. Recado entendido: não precisamos esperar o leite
derramar, chorar, limpar e seguir a vida, correto? Mas, como devo fazer isso? A resposta é
simples. Já a ação depende de um pouco mais de esforço, mas vamos lá. Continue acompanhando o blog, nossos próximos
textos serão sobre aprender e mapear nossa zona de conforto.
Até lá, você já pensou qual será a legenda da sua vida?
Beijos e até loguinho!!! ;)


Nenhum comentário:
Postar um comentário